Thursday, August 18, 2011

eight eighteen

sei que provavelmente não me lês... mas mesmo que... não lerias nenhuma novidade!

gosto muito de ti...
gosto muito, gosto pouco, gosto às vezes, nem sempre, nunca, de manhã à noite, na tua falta e ao teu redor, gosto como gosto de mel com tabasco, gosto tanto, gosto sem saber o quanto quero gostar, confundindo com precisar, gostando por gostar... e gostando sem saber explicar!

gosto de ti... e pois que está muito bem assim;

Tuesday, August 16, 2011

declaração de amor:

o meu interesse por ti naquela altura, era tanto como o que tenho de morrer agora...

Tuesday, August 02, 2011

para ti, naine

fuso horário amoroso...

aos 13... são ainda 12 nos açores...

alegra-me esta pueril urgência,... que tão de perto contemplo, imóvel, inodoro... silencioso!

quase que lhe sinto o gosto...

Friday, July 29, 2011

lembrei-me de ti...

a esposa do sr. américo morreu... tal como tu numa cama em aparente sofrimento... calculo pelo que pude observar, tal como eu, a família está presa na dicotomia, do alivio pelo fim do sofrimento e da culpa pelo desejo tão pouco natural, mas muito humano, da chegada urgente do mesmo.

um grande abraço para todos,...
um grande beijinho para ti, Severa!

P.S.: o teu marido foi ontem para o hospital... pela enésima vez este verão. suspeito que não tardará a estar contigo... o que acho ser, o que ele espera desde que partiste... quando chegar aí... dá-lhe um beijo meu, que concerteza ele leva um de mim para te entregar.

Thursday, July 28, 2011

enfermidade

de que padeço, é de prognóstico reservado.

cresci e agora não sei como voltar atrás...

a única panaceia, são estes momentos em que fecho os olhos e sonho, aquele sonho suado de criança.

quando me encontrarem, perdido por aí com os olhos cerrados, acordem-me devagarinho...
sou simpático se volto dum sonho bom.

why would you do that?

http://www.youtube.com/watch?v=9hayoR_wu5c

Wednesday, July 20, 2011

ouvi que...

a melhor almofada, é a consciência tranquila.

Tuesday, June 21, 2011

e tu?!

fernando é resistir
josé é resistir
afonso é resistir
amar são todos eles na nossa vida
viver é perdurar
sobreviver é persistir
nesta falhada terra parca em valores
amar é resistir

Monday, June 13, 2011

the dog days are over

quando penso nisto, averiguo a minha mente e tento perceber como já tanto caminhamos em apenas dois anos... depois, quando faço contas a valer e divido esse tempo! amor, 834 dias após o primeiro beijo, continuo com aquele gosto apalermado nos lábios... o minimo multiplicador comum de nós os dois é aquele primeiro beijo...

http://www.youtube.com/watch?v=PGrx6etMl0w

http://www.youtube.com/watch?v=iWOyfLBYtuU&feature=relmfu

não?!...

Friday, May 06, 2011

portismo

a primeira memória que tenho, ou melhor, não é uma memória que de facto eu tenha... é mais uma estória que me foi contada. penso que decorria o ano 1980 ou talvez o seguinte, quando num típico sábado de manhã subi junto com o meu pai e o meu avô materno, do outeiro até ao conde ferreira, e daí até à grande rotunda de fernão magalhães, passando pelo court do vigorosa, para dali descer às antas, ao campo de treinos por trás da arquibancada, para ver os juniores. às tantas por catorze, um miudito de 3, 4 anos, esgueira-se pela rede que separava o jogo do público e entra na partida em claro fora-de-jogo, grita revoltado o meu avô, "mas que sacana deixa assim a canalha!!!", interrompido surpreendidamente pela correria do meu pai defendendo aqui o narrador de qualquer lesão prematura que lhe arruinasse a carreira enquanto a pequena multidão exultava, aplaudindo a futura estrela numa gargalhada geral.
mais tarde, e agora sim lembrando-me já pela minha memória, não menos que com 4 anos de idade e nunca acima dos seis de vida, doutra manhã de jogo de juniores, desta vez mesmo no estádio das antas. ainda pouco percebia de futebol, mas sei que era já a fase final do campeonato, pois em juniores estas equipas só se defrontam nas etapas mais adiantadas. pois muito bem que o sporting estava a aviar o porto e lá entre o 1-3 e o 1-4, esta pobre alminha sofredora, começa a chorar, embirrando com aquele espectáculo deplorável, sentido-me ludibriado, o porto era derrotado copiosamente e eu não queria estar ali a ver aquilo com que não me tinha comprometido. mais uma vez uma pequena multidão alegremente assistiu de cadeirão ao nascer de uma superstar que embora deixando o futebol precocemente, também ainda muito jovem envereda pela melodramatologia. só muito mais tarde percebi, que aquela choradeira era já doença do coração e a esta não haverá transplante que me valha.
pois bem que chega 1984, estava eu no infantário, quando o marco, parceiro de brincadeira e comigo, dupla infernal para qualquer defesa de educadoras cinquentonas, me tenta mostrar, em todo o seu benfiquismo (só poderia ser?!...), que a juventus de turim era muito mais forte que o porto. que ao fcp não restava qualquer outra hipótese senão marcar presença na final de basileia, a taça das taças era para italia. obviamente, que tive que o fazer ver pela força (aos seis é difícil argumentar pela razão apropriadamente) que bonieks e platinis não eram adversário para o meu porto. obviamente, levei nos fungotes. depois daquelas palavras de desencorajamento e após bater com o lábio superior na mesa, instalou-se em mim medo. é a primeira memória que tenho deste estado de espírito. lembro-me de ver a final na sala, quando esta ainda era inteira e ainda por dividir com o meu futuro quarto. o porto perdeu. o boniek marcou. não me lembro do zé beto bater no bandeirinha. lembro-me do medo de perder... mas também do golo do sousa e daqueles poucos minutos de euforia por ele oferecidos. não há muitas mais sensações de êxtase que se equiparem ou transcendam à que um golo sonhador dá! lembro-me quando o sousa marcou que em silêncio chorei sem ninguém ver! era de alegria... como não me apaixonar...
a partir daí comecei a ser presença assídua nas antas. superior sul, do lado dos cativos, próximo da torre de iluminação enterrada na bancada. já me lembro das foguetadas do futre, da magia do madjer, do gomes ser o meu ídolo. isso tudo é já memória vivida e vívida, constante e contínua. aprender a jogar no totobola. festejar um golo do gomes na luz e festejar o facto de ter acertado no totobola no jogo benfica x porto, 2... sempre porto a ganhar... nem distinguia que uma coisa era o desejo e outra era a realidade. a minha primeira festa veio com o 4-2 ao covilhã. estávamos a perder ao intervalo 0-2. era a última jornada. lembro-me do eloi a marcar de penalty. lembro-me do público encostado às linhas do campo, da invasão, da festa, de sermos campeões! não sei se era já o bicampeonato com artur jorge, ou ainda o primeiro título.
depois 87. outra vez o medo. mas aí já consciente. eu nessa altura já percebia o suficiente de futebol para saber que nem futre, nem madjer, chegavam para o bayern. tinha 10 e já sabia tanto como isso. e o gomes na lateral com a perna engessada... aí... mas o jogo começa e senti-me estranhamente confiante, o medo passou e foi aí que pela primeira vez na vida exercitei o raciocínio sobre os sentimentos. não era medo!!! era nervosismo! mas claro o kogl marcou e eu fiquei todo cagadinho de medo de novo... mas como é que o mlynarczyk (after google, obviamente) saiu da baliza daquela maneira. depois tudo é um grande borrão até estar em cima do sofá a chorar agarrado aos meus pais depois do calcanhar do madjer. os meus pais levaram a mesa da cozinha para a sala para lá jantarmos e vermos a valsa a cores na nossa itt ideal color. mas eu já não aguentava. começou aí também o vício de não me sentir bem quando nervoso com o fcporto enquanto continuo a enfardar o bucho. marca o juary e já o meu pai me mandava sair de cima do sofá! estava já preparado para fazer a festa! ninguém me disse que era para fazer uma festa, mas era tamanha a alegria que só uma festa me parecia adequada à ocasião!
depois o rui barros e a supertaça europeia e a intercontinental de madrugada e à neve. a incapacidade em compreender o porto com ivic e sem gomes, o nascer do domingos, o gomes no sporting. campeonatos, taças, grandes jogos, grandes vitórias, de novo o artur jorge, o cas, o kostadinov e o domingos e os que vinham substitui-lo, o fernando couto e o baía e tantas memórias que tenho... mas também as que podia ter e que já perdi, pois ocupei algum espaço em disco, com o benfica a perder com o psv e o milão!!! e estas devo-as ao meu avô xico! e obrigado por elas... é bonito eu dizer que adoro ver o benfica a perder... claro que SIM!!! farto-me de dizer, que se num campeonato imaginário, após ganhar tudo a toda a gente, num beco escuro em medronho de cima, para a modalidade de berlinde partido, infantis deficientes, meninas... porto x benfica jogarem... e o porto perde! eu enfio-me no cinema a ver qualquer filme do van damme! até ao shopping fechar!!! não é só odiar perder, é também odiar que eles ganhem... é obviamente primário este meu comportamento!!! mas que porra com aquele equipamento é que eu não posso! é o sport lisboa de gajas cheias com o período à brava!!! infelizmente também isto é o meu portismo... obviamente que me rio ao lembrar-me do meu avô comprar a bola e depois ir devolvê-la à papelaria, para que os donos não tivessem que pagar o jornal ao fornecedor. nem imaginam as vezes que no bairro a minha família passava vergonha enquanto eu e o meu avô queimávamos posters do benfica campeão, enquanto fazíamos qualquer tipo de dança índia da chuva à volta da fogueira! o meu avô pode ter tido muitos defeitos, mas eu agradeço-lhe eternamente ter-me feito portista!!!
veio o robson e o oliveira, o "enginheiro", o penta e o jardel a voar entre os centrais!
veio o mourinho e mais vitórias na europa e no mundo! veio a final de sevilha e aquela corrida louca de ermesinde a paranhos, pela areosa com aquela loucura nas ruas! a festa em casa dos meus avós!!! mas que loucura! nunca vi daquilo! veio aquele berro enorme com o golo do costinha em manchester!!! naqueles anos acreditávamos que ganharíamos desse por onde tivesse que dar! eu odeio o mourinho!!! saiu, puta que o pariu, mas confesso que com ele, naquele tempo, era até à morte! era até onde ele mandasse e o jorge costa empurrasse!!! vivi tudo aquilo, no estádio! já sem a companhia do meu pai! nas antas e no dragão! porque para mim são diferentes!
mas foi na final da champions de 2004 que a minha avó começou a morrer! nesse dia caiu!!! os meus pais levaram-na ao hospital, o meu avô já nem quis ver o jogo! mal festejou os golos... e chorou... chorou muito! a minha avó amedrontada por qualquer demência, nunca mais voltou a andar... acamou, morreu naquela casa! e eu nunca mais fui o mesmo! e o meu portismo também não! fiquei ressentido com o mourinho não ter festejado, fiquei ressentido por ter eu festejado e só um ano depois, no dia da morte da minha avó nanda, ter percebido que foi naquela final que começou a sua partida!
depois as memórias são as de todas as outras pessoas... vitórias e derrotas, campeonatos e decepções, golos e abraços... mas já não me apetece escrever mais... a minha avó assim me ordena! mais uma vez volto a dedicar-te um momento! igual a muitos que aqui e noutros lados, no meu coração principalmente, já te dediquei...

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Thursday, May 05, 2011

canto moço somos filhos da puta...

quer queiramos quer não, todos nós os que nascemos, até 80, somos filhos do 25 de abril. os que por ele lutaram, os que por ele desesperaram, os que tanto o evitaram antecipado (e que bem que hoje me saberia dizer a revolução do 28 de março de 74), os que tanto o anteciparam, pois só a sua coragem o tornou possível, mas também os que não o vivendo (nem à ditadura derrubada por ele), os que só nascendo após essa manhã clara, mesmo assim cresceram sobre a esperança renovada daquela noite inteira.
eu sempre fui muito injusto com a revolução dos cravos. sempre a contestei. pelas poucas balas disparadas, pelos poucos mortos vingados, quase como que assumindo que tal como os nossos brandos e fadisticos costumes, também o mfa foi macio com o estado novo, se bem que este fosse já uma moribunda sombra do salazarismo pré-guerra colonial.
agora, adulto tal como a revolução de abril, olhando para trás, percebo que poética como a nossa história, só assim podia ter decorrido aquela madrugada. foi generosa, porque capitães foram generais, honesta quando julgamentos sumários e populistas foram evitados e duma enorme coragem, pois não só o seu insucesso levaria à morte dos seus mentores, como a sedução do poder não foi (talvez pela ultima vez) inebriante o suficiente para corromper aqueles heróis. no fim o poder foi entregue ao povo. haverá muito quem defenda a ineficácia daquele levantamento. é falta de respeito, é até despeito. pede-se demais à revolução dos cravos, clama-se por continuidade, acusam-na de faltar ao que prometeu! o 25 de abril, anda agora envergonhado pelas bocas contestatárias, sem sequer comparecer já ao 1º de maio.
que injustiça a que te reservei durante todos estes anos. 25 de abril sempre. ao ver hoje a situação de portugal, consciente agora do teu valor, já não te acuso mais por este estado novo. compreendo finalmente porque foste chamada pomba mensageira. perdoa-me. tal como muitos não me apercebi, que tal como tantos, participei também (se bem que levo já a minha conta de revoluções) na construção preguiçosa deste marasmo, que estagnou a democracia. a indiferença, tal como em muitas outras desconstruções dos problemas das sociedades, é senão a mais importante ou a primeira das razões, pelo menos ingrediente base do insucesso... de abril para os levianos, mas claro da sociedade e dos seus cidadãos para os atentos.
a abril e aos que nele não acreditam, posso apenas oferecer a lembrança da memória da sua maior voz, zeca afonso e a sua trupe, com o seu povo a 29 de janeiro de 1983... e a quem não se sentir tocado ou pequenino perante a vida que nessa altura ainda brotava abundantemente daqueles cravos revolucionários, então perdoem-me,... mas não culpem a revolução!

http://www.dailymotion.com/video/x2i1lm_zeca-afonso-grandola-vila-morena-12_music

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha


Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

numa inauguração...

já em plena fase de digestão de um jantar comemorativo, reunificador e talvez para aqueles interpretes, o ultimo!, sentindo-me um pouco estranho a um ambiente, familiar e cúmplice, ao qual uma história colectiva observava juventudes incontidas, às quais era eu apenas o destinatário da mensagem, a tertúlia irrompe por uma amizade comum e há longo tempo intermitente...
duas mulheres, dois homens, conversam sobre terceira, ainda mas por opção, mais sozinha do que só! os dois homens, p'ra lá da união típica que lhes conferiu a natureza, romantizaram e acreditaram, por convicção, que a espera só é longa, para os que escolheram mal, e que o certo, homem, momento, amor, no fim da espera são mais que tudo a esperança que nunca morrerá! as duas mulheres, geneticamente novelistas, de lágrima guardada no canto do olho de um coração que só no peito das mulheres caberia,... "nesta idade já ninguém é ainda tão ingénuo, para se apaixonar"
penso agora que os dois homens não foram assim tão românticos, provavelmente, transferiram para as suas vidas sentimentos presentes nas suas escolhas, concluo também que as duas mulheres não foram realistas, foram apenas reflexo do medo muito humano de que o amor é fodido!

Thursday, April 21, 2011

antigamente

era cool dizermos que certas musicas eram play stop rewind... walkmans... o meu pai ofereceu-me um no meu 15º aniversário... estava no hospital... o meu pai, apendicite! lembro-me de ter chorado! sinceramente, só depois de receber a prenda! só aí me tocou a saudade... ou o egoísmo. se calhar desejei muito naquele momento retribuir-lhe com um abraço. foi a minha mãe que me deu o presente para a mão, depois de ter passado pelo hospital. enquanto nos evitava a visita... estávamos no quarto pequeno, na casa da minha avó nanda. eu lembro-me de tudo. o meu pai mudou depois dessa operação de rotina... a minha mãe resguardou-nos o mais possível, mas lembro-me que nessa altura, mesmo com apenas 15 anos inconscientes, apercebi-me que a complicação da rotina fez um apêndice, a segunda operação... descomplicou, mas o meu pai mudou... hoje abraço-o... o pai que era e o homem que é! apesar de tudo... a minha mãe não podia ter escolhido melhor pai para mim!

hoje, na era do repeat track, aqui fica...

I hear the drizzle of the rain
It's falling from my window
And in the corners of my mind
I hope that I'll get to see you again
La da die da die da die da die my friend

I heard the colors in the flowers
Just like the candle snuffed at dawn
You're here, you're near, you're there and then you're gone
La da die da die da die da die

Suffering in sinking sand
All the hurt
See I'm really lost baby
We suffered a rare, rare blue
So much hurt
On this earth
But you loved me
And I really dared to love you too
Perhaps what I mean to say is
Is that it's amazing that your love was mine

Oh, Maker tell me did you know
This love would burn so yellow
Becoming orange and in its time
Explode from grey to black then bloody wine
La da die da die da die da die

Oh, Maker have you ever loved?
Or known just what it was?
I can't imagine the bitter end
Of all the beauty that we're living in?

janelle-monae oh, maker

Friday, April 15, 2011

em cheio na canela e de raspão na bola

acho que sim. estamos em crise. económica, financeira, da divida soberana, especulativa, hipotecária, dos mercados, etc. razões várias, culpados todos, soluções muitas, etc. mas de fininho a mesma crise de sempre, a mais velha e a mais corrosiva crise,... de crise em crise, de fininho... vai sempre escapando ao debate, à intervenção e portanto à solução que iria servir de antídoto a um dos maiores problemas de portugal. a justiça. o nosso chico-espertismo, o nosso costumeiro favor, cunha, porta do cavalo, decisão de corredor, manobra de bastidores... aquele desenrasque tão "very typical", já passou todas as marcas! depois de engordarmos a função publica à custa dos lugares que eram herdados de pais para cunhas, da operação de rotina feita de urgência por favor, da grávida de almofada para passar a fila das finanças, do candidato das bases, da multa em nome da esposa que não conduz, da declaração de incapacidade pelo genro, dos filhos para subsídio, passamos este tempo todo distraídos a sacanear o próximo, promovendo a lideres, rufias de gravata a troco de campos de futebol iluminados, micro-ondas, casas em bairros sociais por degradar e a sensação de que um paizinho, tomava todas as decisões em mão, lutando por nós, contra tudo e todos, a troco de uns míseros roubos, que no fim bem feitas as contas eram mais que merecidos. esse tão costumeiro hábito de "ir à volta", cresceu, desmedido e passou para cursos superiores em faculdades modernas, que tinham cadeiras aos domingos e fundos desviados à semana, estradas que não ligavam ninguém a nada, submarinos, tgv's, aeroportos, institutos públicos, subsídios à produção de empresas sem empregados, concursos públicos combinados, bancos de lavagem de dinheiro, túneis inundados, pontes que caiam, estádios vazios, euro 2004 que duraria para sempre, empresas publicas com um lugar de chefia para cada empregado, subsidio de desemprego para quem nunca trabalhou, duas reformas para quem só tinha tido um emprego, rendimento mínimo, subsidio de subsistência, abono de família, abono por cada filho, subsidio porque chove e planos de emergência porque não chove, declarado estado de calamidade. enquanto isto se passava, nada era crime, ninguém era culpado, está tudo regulamentado e previsto na lei. do crime mais vulgar, ao colarinho mais branco, a sensação de falta de justiça e de injustiça cresce. a corrupção é visível a olho nu e audível no youtube. e uma bateria de advogados às claras inocenta tudo e todos com irregularidades, não deles... dos factos, ou melhor das provas. tudo se mistura ao ponto de ninguém ser dado como culpado e quando alguém o é, clama-se por justiça e este só foi lá p'ra dentro porque tinha que ir alguém. os verdadeiros culpados ainda estão cá fora e o que foi dentro era inocente... o menos culpado vá! A Justiça, a Lei e a Ordem, são Pilares fundamentais da Democracia. Quando as pessoas não confiam nos seus Tribunais, agentes de justiça e forças de Segurança, deixam de confiar no seu Estado. Mas o Estado é o Povo. E, claro, o Povo são as pessoas. Portanto as pessoas deixam de confiar umas nas outras. Isso leva à desintegração da sociedade. Não há crise que se possa superar sem união. Sem sentido de responsabilidade colectivo. e a verdade é que somos cada vez mais individualistas, menos colectivos. porque não nos importamos, porque trabalhem os outros, porque qb é muito e p'ra quem é bacalhau basta. porque desconfiamos de todos. porque não confiamos em nada. penso, que no fundo, porque achamos que tudo é injusto. mas a verdade, é que temos que pagar impostos, temos que trabalhar, temos que ser solidários, temos que ser responsáveis e nunca ceder à indiferença. afinal pode parecer injusto... mas esta crise é de todos. se alguma vez resolvermos esta, as outras, tipo as económicas, financeiras, das dividas soberanas, especulativas, hipotecárias, dos mercados, etc., serão um balão que se esvaziará num piscar de olhos. pois cá para mim, crises dessas, no 3º e 4º mundos, são riqueza extrema, onde a fome, a doença e a esperança média de vida de 30 anos, são a realidade. e no caso português, para quem não tem emprego e quer trabalhar, esta crise é exactamente igual às outras... injusta.

Tuesday, April 05, 2011

cigarros perfeitos

sempre tenho teorias sobre cigarros perfeitos... sempre tive, acho que nunca as vou deixar de produzir... a teoria de hoje, contudo não surge enquanto fumo um cigarro, nasce antes das cinzas de uns quantos que fumei à tua espera... na espera que aparecesses. esta relembra-me as passas que travava com a garganta dorida, de já aguardar por ti à demasiado tempo. acendias-me sg gigantes, uns atrás dos outros... o cinzeiro ficava cheio,... em cada cigarro que apagava sujava lá os dedos nas cinzas dos outros... não havia fénix, só terra queimada na tua espera. esperei tanto tempo, tantas vezes, tu nunca apareceste... compunha sinfonias, escrevia livros, pintava telas enquanto sonhava sobre o teu aspecto... eu sempre soube da cor azeitona dos teus olhos castanhos. eu sempre soube que só eu saberia... como ninguém consegue ver a cor azeitona dos teus olhos? eram cigarros fumados a plenos pulmões... um dia apareceste, perguntaste-me se tinha lumes... apressado, no desejo da tua vinda, não te reconheci, queimei três fósforos, para te acender o cigarro... virei costas, tu sorriste, eu parei, tu chamaste, assustei-me, quase te perdia, agarraste-me nas mãos, sorri, quase me perdias, os teus olhos são castanhos, enganaste, são cor de azeitona como os teus...

propriedade intelectual

em alguns fóruns pró-download, tenho visto debatido este tema da "propriedade intelectual". argumentam que toda a produção intelectual, é património da humanidade, não assistindo pois dividendos, aos direitos económicos advogados pelos criadores e/ou proprietarios das vitimas de download ilegal. algumas considerações passam a ser necessárias, pois limitar esta aberrante discussão à simples (in)validade e/ou (i)legalidade do download (ir)regular é urgente terminar. existe autoria, propriedade, direito, pertença, assinatura a toda a criação e a todo o criador. sem isso produzir arte seria impossível. a nenhum autor pode ser retirado o direito a reclamar como sua a arte que sonhou, projectou, lapidou, corajosamente ousou. era retirar a todos nós do nosso âmago, a possibilidade de hiperbolizar o que sentimos ao ponto de tocar a humanidade no seu todo, arquitectando pontes, projectando horizontes, talvez mais importante, fazendo sonhar espectadores, transformando voyeurs em artesãos. a propriedade intelectual existe. pois não existe outra forma de nomear a ilusão de se chamar artista a um ser humano. ao homem que está no começo do artista é devido o reconhecimento da humanidade que está antes daquele vazio ansioso por uma nova cor.

Friday, March 25, 2011

não

tenho nada para escrever... e era importante escrevê-lo. penso agora sobre as razões... que me levam nº1, a não ter nada para escrever e nº.2, a escrever sobre este estado actual das minhas coisas... e pensar sobre isso é já satisfação suficiente! pensar, como acto analisado por si só, não deveria ver em si observado qualidade, quanto à elevação do assunto pensado... é desonesto dar ao pensamento, propriedade de riqueza intelectual. conquanto devemos aspirar a merecer do raciocínio reconhecimento, pelas mais intrépidas questões que colocamos a nós próprios para resolver...

Thursday, March 24, 2011

eu...

tb t amo mt ;)